O Tocantins se consolidou como o maior produtor de grãos da Região Norte do país, impulsionado principalmente pela soja e pelo milho, mas a infraestrutura de armazenamento não acompanhou esse crescimento. É o que aponta um estudo publicado em 2025 na Revista Sítio Novo: desde 2005, a produção de soja e milho no estado ultrapassa a capacidade estática de armazenagem, e hoje apenas uma das oito microrregiões tocantinenses tem capacidade de armazenamento maior que sua própria produção de grãos.
Para o candidato a deputado estadual Virgílio Azevedo, que presidiu a Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto), o dado confirma um gargalo que ele já apontava em sua atuação anterior no setor de infraestrutura do estado: a falta de armazéns e silos obriga parte dos produtores a escoar a safra mais rápido do que o ideal, muitas vezes vendendo a um preço menos vantajoso por não ter onde guardar o grão até um momento melhor de mercado.
Para ele, resolver esse tipo de gargalo depende tanto de investimento público em infraestrutura quanto de agilizar os processos de licenciamento e liberação para novas unidades armazenadoras — tema que já defende de forma mais ampla para o setor agropecuário.
“Não adianta produzir mais se não tem onde guardar a produção. O produtor acaba na mão do comprador porque precisa vender rápido, sem poder esperar um preço melhor”, afirma o candidato.
O gargalo de armazenagem também repercute sobre quem trabalha na cadeia da colheita — motoristas, operadores de máquina e diaristas contratados no período de safra —, já que atrasos na logística de escoamento também afetam o ritmo de contratação sazonal na região.










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