No próximo dia 23 de abril, profissionais da educação das redes municipais de Miracema do Tocantins e Arapoema irão paralisar suas atividades como forma de protesto contra a falta de diálogo e o descumprimento de direitos por parte das administrações municipais.
Paralisação em Miracema do Tocantins
Em assembleia realizada na última segunda-feira (15), os trabalhadores da educação de Miracema deliberaram pela adesão à paralisação. O movimento é organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) – Regional de Miracema, que denuncia a falta de retorno da gestão municipal sobre demandas protocoladas desde janeiro deste ano.
Segundo o presidente da regional do Sintet, Iata Anderson, a decisão é reflexo da insatisfação da categoria diante da ausência de diálogo com o Executivo. “A decisão pela paralisação é um reflexo da insatisfação dos trabalhadores diante da ausência de retorno da gestão. Os trabalhadores em educação do município de Miracema esperam que a gestão do município marque agenda para iniciar o debate sobre as políticas de educação, bem como a valorização dos profissionais”, afirmou.
Ao final da mobilização, está prevista uma nova assembleia, às 18h do mesmo dia, na sede do sindicato, para avaliação do movimento e definição de novos encaminhamentos.
A mobilização faz parte da programação da 26ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, promovida em todo o país com o objetivo de chamar atenção para os desafios enfrentados pela educação pública brasileira.
Paralisação em Arapoema
Também no dia 23, os professores da rede municipal de Arapoema paralisarão as atividades em protesto contra o não cumprimento da Lei do Piso Nacional do Magistério. De acordo com a categoria, a gestão municipal, mesmo após sucessivos pedidos de diálogo, não efetuou os reajustes do Piso Salarial para os anos de 2024 e 2025 e tampouco concedeu as progressões de carreira.
A presidente do Sintet Regional de Colinas, Alexandra Machado, lamenta a postura do Executivo. “Até a data de hoje, o prefeito não recebeu a entidade que representa os professores. O SINTET já encaminhou ofícios solicitando reuniões para abertura da mesa de negociação e não obteve nenhum retorno”, afirmou.
Diante da falta de respostas, os educadores decidiram realizar a paralisação como forma de denunciar o que consideram um descaso com a valorização dos profissionais da educação.
O Sintet reforçou que permanece aberto ao diálogo e busca soluções por meios institucionais, mas ressalta que a mobilização é legítima frente à inércia da administração municipal.












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