Enquanto o deputado federal e presidente do MDB Tocantins, Alexandre Guimarães, se posicionou de forma firme contra as declarações do prefeito de Colinas do Tocantins, Josemar Kasarin (UB), dirigidas à vereadora Naiara Miranda (MDB), chama atenção o silêncio das mulheres da política tocantinense. Nenhuma das principais lideranças femininas do estado se manifestou sobre o caso, deixando no ar uma indagação incômoda: a sororidade político-partidária falou mais alto que a sororidade feminina?
A senadora Professora Dorinha, presidente do União Brasil no Tocantins e do mesmo partido do prefeito Kasarin, manteve-se em absoluto silêncio. Nenhuma palavra, nenhuma nota de repúdio, nenhum gesto de solidariedade. Dorinha, que é uma pretensa candidata ao governo do Estado em 2026, não se manifestou, o que levanta questionamentos sobre sua postura diante de temas sensíveis como a violência contra mulheres na política.
Como outro exemplo, podemos citar a deputada estadual Claudia Lelis (PV), que também não se pronunciou. O mesmo aconteceu com a deputada Janad Valcari (PL), conhecida por discursos firmes e incisivos na Assembleia Legislativa, mas neste caso, preferiu a neutralidade.
A postura de Alexandre Guimarães, que denunciou o caso e cobrou respeito à atuação política feminina, contrasta com a inércia das mulheres que poderiam – e deveriam – estar na linha de frente dessa discussão. Afinal, se nem entre os seus a defesa da mulher na política acontece, como esperar que esse cenário mude?
O fato é que, não adianta publicar vídeos ou mensagens com discursos bonitos em datas específicas como a de ‘Luta Pelo Fim da Violência Contra a Mulher’, se não agem quando é preciso. Quando a violência e o desrespeito ocorrem dentro do próprio meio político, o silêncio ecoa.
O caso Kasarin expõe uma triste realidade: para muitas lideranças, o compromisso com a luta feminina parece seletivo. Quando a pauta afeta aliados ou interesses políticos, a voz se cala. Mas a omissão também é um posicionamento – e o silêncio, nesse caso, fala mais alto do que qualquer discurso.
Por: Túlio Alves











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