O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, teve sua prisão preventiva convertida em prisão domiciliar por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O despacho foi publicado após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e estabelece que a medida será cumprida integralmente no endereço residencial do gestor, conforme prevê o artigo 318, inciso I, do Código de Processo Penal.
A decisão mantém todas as medidas cautelares já impostas: Eduardo segue afastado da função pública, está proibido de manter contato com os demais investigados e impedido de se ausentar do país.
Na madrugada desta terça-feira, 08, o prefeito foi internado após sofrer um infarto, sendo submetido a um procedimento de cateterismo. O estado de saúde de Eduardo segue sob acompanhamento.
Entenda o caso
Eduardo Siqueira Campos foi preso preventivamente durante a nova fase da Operação Sisamnes, que apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A investigação indica que dados confidenciais teriam sido acessados e compartilhados com o objetivo de beneficiar aliados políticos, atrapalhando ações da Polícia Federal.
Além do prefeito, também foram presos o advogado Antônio Ianowich Filho e o policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz. Segundo apuração, Eduardo teria recebido informações privilegiadas por meio do advogado Thiago Barbosa, sobrinho do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos).
Na primeira fase da operação, realizada em 30 de maio, Eduardo foi alvo de busca e apreensão, mas permaneceu no cargo. Dias depois, em nova fase da operação Eduardo foi preso e o comando do Executivo municipal foi assumido interinamente pelo vice-prefeito Carlos Velozo (Agir).
A Prefeitura de Palmas reiterou que as investigações não têm relação com a atual gestão. Eduardo Siqueira Campos tem recebido manifestações públicas de apoio de aliados e moradores da capital.











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