O vereador e ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), protocolou nesta terça-feira (15) uma denúncia no Ministério Público do Tocantins (MPTO), apontando possíveis irregularidades no transporte coletivo urbano e escolar durante a gestão da ex-prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB). A acusação inclui suspeitas de fraudes, sobrepreço e prejuízos aos cofres públicos.
A denúncia foi entregue pessoalmente ao Procurador-Geral de Justiça, Abel Andrade Leal Júnior. Segundo Amastha, o documento foi elaborado com base em uma linha do tempo organizada para facilitar a investigação. “Os elementos aqui descritos evidenciam a criação intencional de situações emergenciais, usadas para justificar contratações sem licitação e pagamentos acima do valor de mercado”, declarou o parlamentar.
O vereador também relembrou que o Ministério Público já havia se manifestado anteriormente sobre os problemas no sistema de transporte da capital. Em 2023, uma Ação Civil Pública ajuizada pelo MPTO expôs falhas como atrasos constantes, linhas inativas em horários de pico, falta de acessibilidade, má conservação dos veículos e impacto direto na rotina de trabalhadores e estudantes.
“Desde dezembro de 2023, o MPTO já havia solicitado a reestruturação da frota, aumento no número de ônibus, cumprimento de horários e itinerários, fiscalização dos contratos com as concessionárias e medidas emergenciais para garantir um transporte público digno. No entanto, essas ações ainda não foram efetivas”, afirmou Amastha.
Ele garantiu ainda que pretende levar a denúncia a outros órgãos de controle e fiscalização para assegurar que os responsáveis sejam responsabilizados. O objetivo, segundo o vereador, é garantir melhorias reais no transporte público da capital e um serviço mais eficiente para a população palmense.











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