Durante homenagem realizada na Câmara Municipal de Gurupi, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Amélio Cayres, relembrou um dos momentos mais delicados do cenário político recente do Estado ao mencionar a existência de pedidos de impeachment contra o governador Wanderlei Barbosa e o vice-governador Laurez Moreira.
Ao trazer o episódio à tona, Cayres destacou que, mesmo diante de um contexto que poderia levá-lo ao comando do Executivo estadual, optou por não avançar com qualquer análise dos pedidos, guiado por princípios pessoais e responsabilidade institucional.
“Na Mesa tem dois impeachments. Normalmente o que se deve fazer aqui é você juntar os seus colegas, impeachimar os dois e assumir o Palácio. Não foi esse o princípio moral que meus pais e minhas famílias ensinaram”, relembrou.
Segundo ele, a decisão foi tomada de forma consciente e definitiva, evitando abrir espaço para uma crise ainda maior no Estado.
“Dois pedidos de impeachment, e eu sequer analisei, jamais ocuparam o lugar. Não optei, jamais optarei por esse sentido. E nós optamos por virar essa válvula, por dar continuidade e segurança jurídica, mas principalmente com verdade para o nosso Estado, que não aguentava mais essa situação”, afirmou.
Ao revisitar o episódio, o presidente da Aleto também ressaltou o contexto da época, destacando a avaliação positiva do governo estadual como um dos fatores que reforçaram sua decisão.
“Estava diante de um governador com aprovação de acima de 70%. Tem feito um grande trabalho. E acima de tudo, é um governador que respeita o cidadão, que anda na rua, conversa com o povo”, pontuou.
A fala reforça não apenas a escolha pela estabilidade institucional, mas também o reconhecimento de um cenário político que, segundo Cayres, exigia responsabilidade e equilíbrio, e não movimentos abruptos de ruptura.
Encerrando sua participação, o parlamentar destacou a importância do diálogo e da construção coletiva na política, reforçando uma visão de futuro baseada na união.
“Eu sou um cidadão sonhador. Eu acho que nesse Estado precisamos trabalhar juntos. Nós não podemos criar qualquer projeto sem discutir com a nossa gente, com o nosso povo. Se foi o propósito de Deus, eu quero continuar. Se não foi, se não der certo, agradeça a Deus também. Nada muda se for na graça.”











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