A gestão de Palmas vive um momento de instabilidade política com a exoneração de dois dos principais nomes do alto escalão da Prefeitura: o secretário-chefe de Gabinete, Carlos Antônio da Costa Júnior, e o procurador-geral do município, Renato de Oliveira. A medida, tomada pelo prefeito interino Carlos Eduardo Velozo (Agir), gerou reações imediatas no meio político da capital.
O ato de exoneração de Carlos Júnior chama a atenção por contradizer a “promessa” feita pelo próprio Carlos Velozo de que manteria a atual equipe de governo durante o período de interinidade. A quebra do compromisso gerou desconforto entre membros da gestão e aliados do prefeito afastado, Eduardo Siqueira Campos, indicando um possível distanciamento entre os dois grupos políticos.
Em nota, Carlos Júnior criticou a mudança de posicionamento do prefeito interino, classificando como “estranha” a decisão e afirmando que a prática não condiz com o discurso anteriormente adotado.
Nos bastidores, a decisão é interpretada como um movimento político articulado pela cúpula do Agir, partido de Velozo, que teria pressionado por mudanças estratégicas nos quadros do governo. A saída do procurador-geral, outro nome ligado diretamente à gestão original, reforça a leitura de que o prefeito interino está promovendo um redesenho nas estruturas de poder da Prefeitura.
A exoneração simultânea de duas figuras-chave da administração pegou aliados de surpresa e abriu espaço para especulações sobre os rumos da gestão interina. Para muitos, a “promessa quebrada” representa mais do que uma mudança de comando — é o início de uma nova fase política no Paço Municipal.











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