Na manhã desta sexta-feira (27), a Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Sisamnes em Palmas (TO), com três mandados de prisão e três de busca e apreensão. Entre os alvos está o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, do Podemos. A operação apura um suposto vazamento de informações sigilosas sobre inquéritos do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
As ações, autorizadas pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, também resultaram na detenção de um advogado e de um policial. De acordo com a PF, o grupo teria acesso antecipado e transmitido informações confidenciais com o objetivo de proteger aliados, frustrar investigações e formar redes de influência.
As suspeitas se reforçam por conversas encontradas nos celulares dos investigados. Em um dos diálogos, o prefeito menciona ter recebido detalhes de uma operação da PF por intermédio de um ministro do STJ.
Os diálogos também envolvem Thiago Marcos Barbosa, advogado e sobrinho do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), que teria sido informado com antecedência sobre operações da PF – as chamadas Fames‑19 e Maximus – e repassado essas informações.
A Operação Sisamnes, em sua nova etapa, mira especificamente o vazamento de segredos de Justiça e a suposta venda de decisões judiciais no STJ. As autoridades da PF alegam que informações eram antecipadamente captadas, organizadas e compartilhadas por agentes públicos, advogados e operadores externos.
Até o momento não há pronunciamento oficial da defesa de Eduardo Siqueira Campos.











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