Após 20 dias afastado, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), foi autorizado nesta quinta-feira (18) a retomar suas funções à frente do Executivo municipal. A decisão foi proferida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acolheu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Eduardo cumpria prisão domiciliar. Ele foi alvo da Operação Sisamnes, da Polícia Federal, e agora reassume o cargo com uma onda de apoio popular expressa principalmente nas redes sociais.
A medida do STF determina a expedição de alvará de soltura, encerrando a custódia domiciliar. No despacho, o ministro Zanin manteve medidas cautelares importantes, como a proibição de contato entre os investigados nos processos da Operação Sisamnes e outras ações relacionadas, além da proibição de deixar o país, com retenção do passaporte.
Reação popular: apoio e carinho ao prefeito
O retorno de Eduardo Siqueira à Prefeitura de Palmas foi marcado por inúmeras mensagens de apoio, carinho e solidariedade por parte da população. Nas redes sociais, internautas celebraram a volta do gestor, destacando seu histórico político, sua liderança e o vínculo que mantém com a cidade. Comentários como “Bem-vindo de volta, prefeito!”, “Palmas precisa de você” e “Justiça foi feita” se multiplicaram nas postagens que noticiavam a decisão do STF.
Aliados e simpatizantes também publicaram vídeos e fotos relembrando momentos da trajetória política de Eduardo, ressaltando sua importância para o desenvolvimento da capital e desejando força para enfrentar os desafios que virão.
Mudanças durante o afastamento
Durante o período de afastamento, iniciado em 27 de junho, a Prefeitura esteve sob o comando do vice-prefeito Carlos Velozo (Agir), que promoveu uma série de alterações administrativas. Entre as mudanças, estão as exonerações de nomes próximos a Eduardo, como Sérgio Vieira Marques (Soró) e André Cheguhem, e a nomeação de aliados de Velozo, incluindo seu próprio irmão, Fábio Velozo, para a Secretaria de Planejamento.
Essas medidas foram justificadas como estratégicas, mas causaram forte reação nos bastidores políticos e entre a base de apoio de Eduardo Siqueira. Integrantes do grupo do prefeito classificaram as ações como uma tentativa de reconfiguração política da estrutura administrativa, com o fortalecimento da influência do partido Agir, ligado ao grupo Monte Sião, sob a liderança do pastor Amarildo Martins.
Operação Sisamnes e retorno ao cargo
Eduardo foi preso pela Polícia Federal sob acusação de vazar informações sigilosas de decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao lado do advogado Antônio Ianowich Filho e do policial civil Marco Albernaz. Após sofrer um infarto e ser submetido a um procedimento de angioplastia no dia 8 de julho, sua prisão foi convertida em domiciliar por razões médicas.
A decisão do STF, além de permitir o retorno ao cargo, foi destacada pelo advogado Juvenal Klayber como “uma vitória do povo de Palmas, e não apenas dos advogados”.
Desafios à frente
Com a retomada do cargo, Eduardo Siqueira terá agora o desafio de reorganizar sua base política, retomar o controle da gestão e lidar com os efeitos das mudanças promovidas durante sua ausência. Ao mesmo tempo, seguirá sob investigação da Polícia Federal e terá de cumprir as medidas cautelares impostas pelo STF.











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