Passados dois meses desde a posse dos novos prefeitos e dos reeleitos no Tocantins, o que se observa são, em sua maioria, gestões sem brilho, sem ações concretas e, em alguns casos, já envolta em polêmicas. A expectativa natural de mudanças e melhorias tem dado lugar à frustração de quem esperava mais empenho e resultados já nos primeiros meses.
Nas redes sociais, os sinais dessa letargia são evidentes. Enquanto alguns gestores limitam-se a divulgar ações tímidas, sem grandes impactos, outros sequer conseguem manter os serviços básicos funcionando adequadamente. O descaso com a infraestrutura urbana tem sido um dos pontos mais sensíveis. Ruas esburacadas, iluminação precária e falta de planejamento para a manutenção da cidade são problemas que continuam castigando a população. Em algumas localidades, o abandono chega ao ponto de afetar até serviços essenciais, como a coleta de lixo, gerando um ambiente de insatisfação crescente.
O início de uma gestão é, sem dúvida, um período de organização e ajustes, mas isso não pode servir de desculpa para a inércia. A falta de medidas concretas e de um plano de ação eficiente gera a sensação de que algumas prefeituras sequer saíram do ponto de partida. E pior: quando há movimentação, muitas vezes vem acompanhada de decisões controversas, que geram mais problemas do que soluções.
O que observamos é que a população, que confiou seu voto nesses gestores, já começa a se questionar se fez a escolha certa. A política não pode ser apenas um jogo de discursos bonitos e promessas vazias. É preciso trabalho, compromisso e resultados. O tempo para desculpas acabou. Os desafios são grandes, mas foram justamente esses desafios que os prefeitos aceitaram ao disputar as eleições. O que se espera agora é menos inércia e mais ação, mais trabalho real.
Ainda há tempo para virar esse jogo, mas o alerta já está dado: os prefeitos que insistirem na morosidade e na falta de respostas para os problemas de suas cidades correm o risco de ver sua popularidade desmoronar antes mesmo que o mandato engrene de fato. Afinal, a paciência da população tem limites.
Mas, felizmente, há algumas exceções. Um bom exemplo é Eduardo Siqueira Campos, prefeito da capital Palmas. Salvos alguns problemas herdados da gestão anterior, Eduardo tem mostrado a que veio, e tem sido uma ótima vitrine aos demais prefeitos.











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